quarta-feira, 27 de abril de 2011 | By: Portfólio Saúde Mental

CAPS Messejana - 1º Dia

Professora Raquel no centro

  Hoje nossos trabalhos iniciaram as 14:00 horas, foi um pouco dificil encontrar o endereço do caps, mas no final todos estavamos na hora marcada. Equanto estacionavamos ainda uma paciente do grupo terapeutico nos recebeu gentilmente e nos encaminhou a sala onde estariam os outros e a Professora Raquel. Logo que entramos fomos muito bem recebidos pelo grupo nos comprimentando e com sorriso aberto, isso foi muito bom para a equipe, não que esperavamos que seria a recepção fria, porém foi além das nossos espectativas, para melhor é claro.

  O grupo que estava na sala era composto por 21 pessoas, a Professora Raquel, 10 pacientes e 10 alunos. Todos os pacientes se apresentaram, dizendo nome e sua patologia, alguns com esquizofrenia, outros com sindrome de ansiedade, outros depressão. Deu para perceber o quanto eles são conscientes das suas patologias, concerteza bem mais entendedores do que eu. Fiquei surpresa em saber que alguns já estão em tratamento há 9 anos, outros há 4 anos e o mais novo do grupo, tinha apenas 1 ano de tratamento e era o primeiro dia que o mesmo encarava o grupo terapeutico. O grau de grupo é tão grande entre eles que mesmo a professora Raquel tendo que se ausentar da sala, eles continuaram se relacionando, mostrando a maturidade do grupo.

 Achei o espaço fisico muito pequeno do caps, tinha muita gente na sala de recepção, nossa sala tava lotada, e se escutava muita conversa nos corredores. A professora Raquel nos explicou da alta procura e da grande necessidade de mais caps, somente na região da grande messejana existe apenas este caps, o que talves fossem necessario uns 3 do mesmo porte.

Lia, Juliana, Isabel e Deoclecio

  Nossa conversa juntamente com os pacientes foi comcluida as 15:00 horas, depois os pacientes foram dispensados para outra area e fomos ter uma conversa mais aberta com a Professora. Sobre a nossa Professora achei muito ascessivel e atenciosa tanto conosco como também com os pacientes. Em nosso encontro talves entrou na sala umas 10 vezes pacientes para falar com a professora Raquel, foi de uma gentileza e educação com cada um que é lindo de se ver, isso faz a diferença entre o bom e o mal profissional.

 Com relação aos trabalhos que realmente iriamos realizar com os pacientes, seria de um acompanhamento de caso com um deles, cada aluno ficou a cargo de estudar e analisar a através de entrevistas a patologia e o estudo de caso do seu entrevistado. E esse estudo de caso, seria nossa nota pessoal que juntamente com a nota dos trabalhos em equipe, seriam somadas e depois divididas por dois, para assim recebermos a nossa nota final do campo de estagio Caps Messsejana.

As equipes:

1 – GLEYSON, ANA ISABEL, MARIA IZABEL E BRUNA
2 – LIA, CARLENE E JULIANA
3 – DEOCLECIO, EMANUELLA E RENATA

DATA
GRUPO
SALA DE ESPERA
FARMACIA
04/05
EQUIPE 1
EQUIPE 2
EQUIPE 3
11/05
EQUIPE 2
EQUIPE 3
EQUIPE 1
18/05
EQUIPE 3
EQUIPE 1
EQUIPE 2
25/05
EXTRA
EXTRA
EXTRA
01/06
FINAIS
FINAIS
FINAIS


Eu mesmo e a Isabel

  Como já escrevi a equipe-1 que eu faço parte ficará a cargo de desenvolver os trabalhos no Grupo da próxima quarta-feira, vamos fazer o nosso máximo para que nossa tarde seja gostava e proveitosa para todos nós.
quarta-feira, 20 de abril de 2011 | By: Portfólio Saúde Mental

CAPS - Messejana

Um pouco da nossa história


O Centro de Atenção Psicossocial - CAPS GERAL SER VI foi criado em maio de 2001 e fica localizado na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará, região nordeste do Brasil, especificamente no bairro de Messejana/Regional VI da cidade. É um serviço em saúde mental que tem como perspectiva o tratamento e acompanhamento de pessoas em sofrimento psíquico e uma proposta de tratamento anti manicomial.

As atividades desenvolvidas no CAPS GERAL VI são: grupos de arte terapia, grupos terapêuticos, atendimento em psiquiatria e psicologia, terapia ocupacional, acompanhamento e orientação familiar, visita domiciliar, atendimento de enfermagem, orientação nutricional, grupos de produção e comercialização em economia solidária, inserções em arte e cultura.

Durante sua trajetória histórica realizou participações importantes na luta anti manicomial na cidade de Fortaleza, resultando na criação da 1ª Associação de Usuários e familiares, assim como participação na criação de grupos de produção e comercialização solidárias.

O CAPS tem como missão ser um suporte terapêutico na travessia do sofrimento psíquico de usuários de saúde mental. Para isso possui uma equipe técnica multidisciplinar formada em sua maioria por servidores públicos, comprometidos com a construção de uma política pública em saúde mental que tenha como pano de fundo a formada de uma rede assistencial em construção e ainda não consolidada no município.

Como funcionamos...

Coordenação:
Segunda à sexta o dia todo.

Psiquiatria:

Dr.André Luis: segunda, terça e quarta. (tarde)
Drª Maria Goretti: segunda, quarta, quinta e sexta. (manhã)
Dr.Nacile Daud: segunda, terça, quarta e sexta-feira. (tarde)
Dr.Raimundo Araújo: segunda e sexta (tarde), terça e quinta (manhã)
Dr.Vicente de Paula: terça (manhã), quarta e sexta-feira. (tarde)

Psicologia:

Psicóloga - Zuleide: segunda (manhã) quinta (manhã e tarde) sexta (manhã e tarde).
Psicóloga - Carla Pinheiro: segunda (tarde), terça (manhã), quinta (manhã)sexta (manhã).
Psicóloga - Jaqueline Diógenes: segunda (tarde), terça (manhã e tarde), quinta(manhã) sexta(tarde).

Serviço Social:

Drª Vanusa Tomé: todos os dias à tarde/visita domiciliar terças e quartas.
Drª Kílvia Albuquerque: todos os dias pela manhã/visita domiciliar sextas.

Farmácia:

Dr.Walter Almeida.
A farmácia funciona todos os dias com excessão da quinta feira à tarde, horário da roda de conversa - reunião de equipe técnica.

Enfermagem:

Dr. Ivando: acolhimento, triagem, anamnese e grupo terapêutico/ segunda à sexta
Drª Raquel Lucas: grupo terapêutico, anamnese e avaliação/quartas e sextas (M e T) e quinta pela manhã
Auxiliares de enfermagem: segunda a sexta o dia todo

T.O. Terapia Ocupacional.

Segunda à sexta.
Grupos Terapêuticos:
Todos os dias com excessão da quinta feira
Grupos de Produção e Comercialização Solidárias:
Segundas e quartas à tarde - Arteterapia.
Terças e sextas pela manhã

Orientação Nutricional:

Drª Lúcia Monte: todos os dias pela manhã

Dias de atendimento de primeira vez (Triagem)

Segundas - pela manhã.
Terças - tarde.
Quartas - manhã.
Obs. Para atendimento de primeira vez deve está em mãos um encaminhamento para o Caps Geral VI, RG e CPF e comprovante de residência. 


Quem Somos 

Equipe Técnica

Coordenação: Kelma Nunes / Assistente Social
Assessoria de coordenação: Reinaldo Afonso e Maria Gleydes

Recepção: Vera Lúcia, Maria das Dores, Targino Lopes
Arquivo: José Dani

Farmácia: Davi Weyne / farmacêutico
Auxiliares de farmácia: Arivânia Queiroz e Sotero Júnior

Psiquiatria: André Luis, Gorete Lima, Nacile Daud, Raimundo Araújo, Vicente de Paula

Enfermagem: Eliane Brito, Raquel Lucas, Ivando Amâncio, Izabel Cristina.
Técnicas e Auxiliares de Enfermagem: Rubenilda Ferreira, Verônica Costa, Diene Santos, Ilná de Sousa

Serviço Social: Vanusa Tomé e Kílvia Albuquerque

Terapia Ocupacional / Grupo Arte Terapia: Rejane Melo, Marília Cavalcante, Barrinha
Psicologia / Grupo Terapêutico: Jaqueline Diogenes, Carla Pinheiro, Ana Cristina.

Nutrição: Lúcia Monte
Cozinha: Maria Eliani, Maria Ângela

Almoxarifado: Mônica Cidrão

Guarda Municipal: Ernane Silva e Jairo de Carvalho

Serviços Gerais: Sandra Regina, Maria Estrela, Raimundo

Vigilância noturna: Dani Glei, Raimundo Venâncio e Valgledson Magalhães




Fonte: http://capsgeral06.blogspot.com


Unidade de Desintoxicação - 2º Dia *

* Observação: Por motivos maiores, não tivemos a nossa segunda visita, a professora teve alguns contratempos,   mas graças a Deus esta tudo bem com ela.

Deoclecio, Isabel, Bruna, Renata, Emanuela, Carlene, Maria Isabel, Juliana, Lia e Gleyson

Na verdade tínhamos programado uma tarde muito especial para realizar com os pacientes internados na Unidade de Desintoxicação-UD, mas fica para quem sabe um dia uma visita especial. Estávamos bastante eufóricos e ansiosos para os trabalhos que iríamos realizar durante esse dia, como nossa equipe é muito eficiente, aqui mando a programação que iriamos ter na UD:

O tema seria focalizado na  SUPERAÇÃO e FÉ
  • escolhemos este tema por por saber que eles ali estão em busca de se livrarem dos vicios e seguir uma nova vida, juntamente com seus familiares.
As pessoas responsaveis pelo acolhimento e organizacao seriam: Emanuelle e Renata
  • Neste momento elas estariam convidando os pacientes atraves de convites feitos pela equipe, e os acomodando no pátio para a terapia em grupo que iriamos realizar, e tambem ficariam no suporte para quaisquer emergencia que precisassemos.
Teriamos 2 dinâmicas que seriam feitas por: Lia e Bruna
  • A Lia faria uma dinâmica com a finalidade de mostrar que o apoio do proximo é essencial, e Bruna traria uma dinâmica com a finalidade de mostrar que deveriamos jogar fora nossos medo e superar com a ajuda do grupo.
A peça: Seria uma simulação de um grupo terapeutico no qual os participantes seriam:
  • Lider - Juliana (Como lider iria dirigir a reunião chamando assim a participação de todos para         compartilharem  suas vidas com o grupo)
  • Paciente 1 - Bruna (Paciente estaria ali na UD há 7 dias, contaria sua estória e diria que se encontra tranquila ao tratamento)
  • Paciente 2 - Deoclecio (Paciente contaria sua estória, e estaria no primeiro dia de internamento na UD e com medo de falhar)
  • Paciente 3 - Maria Isabel (Paciente estaria na metade do tratamento de desintoxicação, mas achava que precisaria de mais tempo pra se recuperar)
  • Paciente 4 - Carlene (Paciente contaria sua estória, estaria há 15 dias na UD, ou seja prestes a ser encaminhada ao Elo de Vida)
  • Paciente Surpresa - Gleyson (eu seria convidado especial para simbolizar a SUPERAÇÃO no tratamento, eu teria passado pela UD e hoje estaria bem no Elo de Vida, no final lia uma carta feita por mim mesmo há 30 dias antes, no qual eu me comprometia em estar bem melhor naquele momento atual)

Depois da peça uma REFLEXÃO com: Lia e Isabel
  • Isabel e Lia iriam refletir com o grupo sobre o que eles haviam achado da peça, e incentiva-los a ter fé e buscar a cada dia se superarem para seguir no tratamento.
No final fariamos uma tarefa chamada de Caixa do Tempo, no qual como o Paciente Surpresa da peça, tambem convidariamos todos a escrever uma carta para eles mesmos, mas que só seriam lidas 30 dias depois.
  • E assim fechariamos a tarde.
O que neste momento desejo, não apenas eu, mas toda a equipe é que esteja tudo bem com a professora Ruth Tôrres, e que o melhor é saber que sua integridade fisica é mais importante que qulaquer bem material. Força professora!

Deixo estes  videos sobre o Tema Superarção e Fé para todos nós.

SUPERAÇÃO






quinta-feira, 14 de abril de 2011 | By: Portfólio Saúde Mental

HSMM - Unidade de Desintoxicação e Elo de Vida - 1º Dia

Ola,

Bem hoje seria o primeiro dia no Elo de Vida que fica em Messejana, e que faz parte ou é anexo ao Hospital de saúde Mental de Messejana. Cheguei às 13:25 h, a turma estava toda reunida as 13:40, atrasamos uns 10 minutos devido a chuva, tivemos mais uma colega para somar nossa já ENORME turma, o nome dela é Daniele Feitosa, pois a mesma estaria recuperando uma aula perdida da turma da manhã, e claro foi muito bem vinda. Quem estaria nos acompanhando na instituição seria a professora Ruth Tôrres.
Nas ultimas visitas tivemos surpresas e descobertas, tanto no Nosso Lar como no Hospital Clinico de Messejana, embora o primeiro com clientes com transtornos mentais, e no segundo com clientes cheios de ansiedades e medo do futuro e muita saudade dos entes queridos. Já essa nossa nova visita seria com clientes ligados de alguma forma com drogas e/ou em tratamento para se livrarem dela.
Começamos os trabalhos com algumas surpresas, primeiro a professora Ruth Tôrres nos levou a uma sala para explicar o funcionamento do elo de Vida. Bom salientar que era uma sala ampla e ventilada, diferente do Nosso lar que sendo nossa equipe numerosa ficávamos apertados juntamente com professora Assunção kkkkkkkkkk

Bem algumas questões sobre o funcionamento do Elo de Vida já postei antes, mas vale lembrar alguns pontos interessantes sobre a nossa agradável conversa com a professora e relembrar curiosidades que antes não sabia sobre o Elo de Vida, na verdade antes nem conhecia a instituição ou que eles trabalhavam com viciados em drogas.
Coisas que eu não sabia a respeito do elo de Vida:

  • É o único HD (Hospital Dia) do Ceará
Fiquei impressionado com esse dado, sabemos que a demanda é enorme para pessoas que necessitam e querem sair do mundo das drogas, agora imaginem existir apenas um HD para suprir a necessidade de todo um estado como o Ceará.
  • O internamento dura em média de 3 meses a 9 meses (máximo 1 ano)
algo que achei interessante que a professora relatou foi que há recaídas de alguns, algo que seria até normal nessa situação, mas o programa já prevendo isso, tem suportes para que isso ocorra menos ainda. Um dos suportes seria: o grupo de prevenção de RECAÍDA, e dentro dele existiria o ´´muleta´´, e o que seria o muleta? bem, bem o projeto do elo de Vida não sendo 24 horas, o cliente é lógico, saí para seu convivio normal, é nesse momento que entra o ´´muleta´´ seria aquela pessoa que estaria dando suporte direto ao cliente para que não ocorra recaídas, de preferência algum parente ou cônjuge.
  • Só é masculino (30 vagas são oferecidas)
Também a professora falou que poderiam haver algumas vagas, mas logo seriam preenchidos, pois há momentos que existe até fila de espera. Muitos já vindos da Unidade de Desintoxicação (UD).
  • funcionamento diurno (menos finais de semana e feriados
Essa é a idéia da nossa Reforma Psiquiátrica também, fazer HD que façam que os clientes não deixem o convívio da sociedade e da sua familia e dando o suporte necessário para o mesmo se sentir segura para se livrar do vicio das drogas.

  • Usa métodos dos 12 passos e Só por Hoje
Já sabia que esses métodos são usados no AA (Alcoólicos Anônimos), mas foi surpresa saber que ali seria usado também. Tenta trazer os clientes para próximos da crença a algo superior independente da crença, pois sempre eles recebem visitas de Espíritas, Católicos e Evangélicos, e eles nunca pregam a doutrina deles, porém a fé o amor e uma vida de vitórias.



Como havia falado no começo do post tivemos uma surpresa. Na verdade não poderíamos ter o contato com os clientes do Elo de Vida naquele momento, na verdade mesmo nos próximos 5 meses kkkk, pois os mesmo teriam começado um curso que duraria até o mês junho, ou seja até a outras equipes estariam na nossa  mesma situação. Mas a noticia boa é que, faríamos agora nossos trabalhos na Unidade de Desintoxicação (UD). Lá estariam os clientes em luta na abstinência da droga, e em breve seriam remanejadas para o Elo de Vida ou outra instituição. 
Marcamos que na próxima quarta-feira teríamos um momento de terapia com eles juntamente com a professora Ruth Tôrres, onde trataríamos sobre saúde, no momento teriamos uma peça e momento de reflexão junto com uma dinâmica em grupo.

No post seguinte trarei as fotos e tudo que ocorrerá lá, acredito que será muito proveitoso, pois as vezes parece fácil julgar ou pré-julgar pessoas viciadas, mas só conhecendo trabalhos assim como do Elo de Vida e da UD que encontramos vidas com historias diferentes mas que são marcadas pelo vicio e pela luta de deixa-lo e descobrimos que são vitimas eprecisam de tratamento, basta apenas querer.

Até mais!!! 
quarta-feira, 13 de abril de 2011 | By: Portfólio Saúde Mental

UNIDADE DE DESINTOXICAÇÃO





Início

Inaugurado em Dezembro de 2000


Critérios de Admissão

- Fazer uso de álcool ou outra substância química (abuso ou dependência)
- Não ser portador de transtornos psicóticos ou sociopatias graves
- Não estar em estado de delirium tremens em caso de alcoolismo
- Não ser portador de doença clínica, exceto se estiver em tratamento
- Idade maior ou igual a 18 anos, até o limite de 60 anos
- Em caso de menores de 18 anos, somente com autorização do  responsável
- A internação na U.D deverá ser voluntária 


Período de internação


- O período de internação é em torno de 15 dias , quando então o paciente é encaminhado para o  Centro de Convivência Elo de Vida ou outro serviço ambulatorial externo, se preferir.
- A desintoxicação consiste basicamente no tratamento/monitorização da síndrome de abstinência de substâncias psicoativas, envolvendo a normalização das funções vitais do individuo (Daigle e cols., 1988)
- A desintoxicação requer um período de tempo que está baseado na meia-vida da droga e inclui duas fases: a eliminação da substância do organismo e a recuperação do equilíbrio das funções vitais.


Objetivos da desintoxicação

- Prevenir com segurança os sintomas da síndrome de abstinência
- Motivar o paciente para tratamento posterior à desintoxicação


Tratamento


- Medicação
- Suporte psicossocial (diminuir a angústia e a ansiedade)
- Outros recursos utilizados (terapia ocupacional, grupos de motivação, vídeos educativos, grupos de educação em saúde, relaxamento, atividades físicas, etc)
- Apoio familiar (reunião com a equipe e visita ao paciente)


Fonte: http://www.hsmm.ce.gov.br/index.php/elo-de-vida
segunda-feira, 11 de abril de 2011 | By: Portfólio Saúde Mental

Elo de Vida


Início
Criado em junho de 1995


Objetivo

Dar continuidade ao processo de manutenção da abstinência após a desintoxicação, favorecendo a mudança de hábitos e comportamentos.
Favorecer a elaboração ou reformulação de um projeto de vida sem o uso de substâncias psicoativas.


Critérios de Admissão

- Fazer uso de álcool ou outra substância química (abuso ou dependência)
- Estar em abstinência (maior ou igual a 15 dias)
- Estar motivado para o tratamento
- Não ser portador de transtornos psicóticos ou sociopatias graves
- Não ser portador de doença clínica, exceto se estiver em tratamento
- Disponibilidade para tratamento em horário integral (8 às 17 horas)
- Idade maior ou igual a 18 anos


Capacidade Instalada

- 30 pacientes/dia
- Admissão/Triagem
- Entrevista do paciente com a coordenação
(acolhimento, entrevista, contrato e plano terapêutico, normatização e rotina do serviço)
- Entrevista da família com a coordenação
(acolhimento, marcar avaliação familiar com o serviço social/grupo de orientação familiar)


Período de Tratamento

O tempo de permanência no tratamento é flexível, levando-se em consideração
o cumprimento mínimo de três meses do programa terapêutico e que cada caso é único.


Horário

De segunda a sexta-feira, de 8 às 17 horas


Como Tratamos o Dependente Químico

- Baseado em técnicas e posturas de Abordagem Cognitiva - Comportamental (Beck)
- Prevenção da Recaída – Marlatt
- Princípios Espirituais, através de grupos de reflexão
- Grupo de Orientação Familiar (semanal)
- Grupo de mútua ajuda (Alcoólicos Anônimos) – quinzenal
- Grupo de mútua  ajuda (Narcóticos Anônimos) – quinzenal
- Atividades de Terapia Ocupacional
- Atividade Física
- Grupos de teatro, música e relaxamento.
- Acompanhamento psiquiátrico, psicológico e social.





Capacitação Profissional

- Cursos profissionalizantes (um por ano) realizados com instituições parceiras (SENAI/CEFET/SAS/SINE).

Fonte: http://www.hsmm.ce.gov.br/index.php/elo-de-vida
quarta-feira, 6 de abril de 2011 | By: Portfólio Saúde Mental

Hospital Clínico de Messejana - 2º Dia

Essa é nossa Equipe
 Hoje o dia nos traria surpresas, sensações e  experiências nunca vividas por mim e por toda nossa equipe e também pela professora Rafaela. Começaríamos os trabalhos as 14:00 horas do dia com um momento de terapia com o alguns paciente da unidade C, alguns já eram operados, porém outros ainda estavam aguardando a cirurgia, a agenda estava cheia e tínhamos essa programação :

Acolhimento: responsáveis: Ana Izabel, Renata, Emanuely. Realizarão os convites de forma escrita e falada.

Dinâmica: responsáveis: Bruna, Deoclecio, Juliana, Lia e Gleyson. Uma peça:

Bruna - enfermeira
Deoclecio - paciente 'depressivo' (pcte. 1)
Lia - acompanhante do paciente representado pelo Deoclecio
Gleyson - paciente com disposição para melhorar (pcte. 2)
Juliana - acompanhante do paciente representado pelo Gleyson

A peça terá a seguinte trajetória: a enfermeira visitará o paciente 1, fará a consulta de enfermagem - o pcte é pré-operatório. Diante do quadro apresentado por ele, realizará intervenções que buscam elevar sua autoestima. Na sequencia, travará contato com o paciente 2, de pós operatório, prestes a ter alta hospitalar, e diante da disposição para melhorar, suas intervenções procurarão estimulá-lo ainda mais... haverá assim a transmissão da mensagem para o público sobre formas de elevar a autoestima.

Fechamento: responsáveis: Carlene e Maria Izabel

Os pacientes e acompanhantes que quiserem participar terão a oportunidade de enviar notícias para os entes queridos. Decidimos que pegaremos os endereços e daremos continuidade à atividade, "completando" o serviço.

Com tudo pronto, mãos a obra agora. A equipe as 13:30 horas já se encontrava no Hospital, trabalhando nos detalhes finais para dá o melhor aos pacientes e acompanhantes e proporcionar a eles um dia de alegria diante de tanta ansiedade, saudade da familia e angustia a espera de uma melhora na saúde.


Pra. Rafaela e Juliana
Bruna, Isabel e Deoclecio
Lia e Pra. Rafaela da Cearamor
Turma trabalhando
Colocamos as cadeiras nos lugares para nossos ilustres convidados que fomos convidando de leito em leito, em pouco tempo já tínhamos uns 20 que aceitaram o convite. Começamos seguindo o roteiro com a peça no qual eu seria o paciente pós-operatório que se encontrava com muito otimismo diante de tudo, e acreditava na sua melhora e ajudava a equipe de enfermagem em sua recuperação. Já o outro paciente que era interpretado pelo Deoclecio, esse era o oposto, mau humorado, não acreditava nos enfermeiros e também não ajudava na dieta, mas foi convencido a mudar seu pensamento pela Enfermeira Bruna, sem falar que os dois paciente tinham sua respectivas acompanhantes, Lia e Juliana.


Esse sou eu
Uma equipe bonita
No segundo momento tivemos uma atividade com todos em que cada um escreveria uma carta endereçada a um parente amigo, e nós nos comprometeríamos essas cartas. Todos participaram, inclusive alguns acompanhantes também. Foi muito legal, nosso equipe se distribui nas mesas para ajudar aqueles que eventualmente teriam alguma dificuldade em escrever, ou mesmo fossem analfabetos. Alguns pelo seu estado de saúde não podiam pegar sequer no lápis ou caneta e pediram nossa ajuda, outros conseguiam escrever, mas sempre estávamos prontos para ajudar a todos. Tivemos experiências fantásticas, posso citar algumas:

1. Um paciente não podendo escrever, pediu para escrever para sua mãe que ele amava muito e que ele gostaria de retribuir tanto amor com uma carta.
2. Outro paciente pediu para escrever uma carta para Deus, e que alguém deixasse essa carta numa igreja católica.
3. Teve uma acompanhante que escreveu uma linda carta com a ajuda da professora Rafaela e escreveu na carta palavras de amor a sua mãe que iria fazer cirurgia, dizia que a amava, pois a mesma não tinha coragem de falar em palavras.
4. Uma Paciente mesmo em cadeira de rodas, e um tanto  que debilitada, fez duas cartas para familiares e disse que até o internamento não havia saido ainda do quarto e que a terapia tinha a feito muito feliz.


Separação das cartas com Isabel
Trabalhos com os endereços

Essas são algumas experiências, nem precisa falar que teve muita emoção durante a tarde da parte dos paciente e da grande alegria nossa em trazer momentos de encorajamento a eles e de fé.

Depois encerramos os trabalhos lá pela 15:20 horas, e fomos para o auditório para trocarmos aprendizados e vê o que cada um havia achado dos trabalhos no hospital tanto neste dia como na visita anterior. Cheguei a conclusão que tudo foi melhor do que eu imaginava que fosse. Sobre a Professora Rafaela a imagem que ela nos deixou foi a melhor possível, o hospital muito bem estruturado e com funcionários sempre sorrindo para nossa equipe e nossos trabalhos nas dependências da enfermaria. 

 No inicio achei estranho fazer parte do estagio o Hospital Clínico de Messejana, pois imagina não ter nem uma ligação com saúde mental, grande engano foi o meu. Os paciente que lá estão precisam muito de uma palavra, de um abraço, de palavras de conforto e consolo, o lado emocional é muito forte nesse momento tão difícil da vida deles, e e foi bom vê estando do outro lado, como profissionais. grande experiência foi essa para toda a nossa equipe.

Renata e Emanulle
valeu e até o próximo post em outra unidade!